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Black-MirrorSe você já assistiu Twilight Zone e gostou, tenho quase certeza de que vai gostar de Black Mirror. Mas não precisa nem ter assistido: basta gostar de séries dramáticas e inteligentes. Black Mirror é uma série distópica: os episódios – todos independentes entre si, com elenco diferente e tudo – acontecem, principalmente, em uma sociedade com novas tecnologias e nos fazem refletir sobre como todas elas podem interferir na nossa vida.

Não é uma série de terror, mas, pelo menos para mim, foi difícil não ficar tensa com cada um dos episódios. Isso porque, por mais longe que estejamos de aparelhos como o que aparece no s01e03, por exemplo, capazes de gravar e reproduzir nossas memórias, percebemos logo de cara uma desconfortável semelhança com os tempos de compartilhamento, selfies e smartphones em que vivemos.

Cada temporada tem só três episódios e eu só assisti a primeira por enquanto, mas o primeiro episódio foi o mais perturbador para mim. Nele, uma pessoa que sequestra uma “princesa” faz uma exigência ao Primeiro Ministro muito diferente das exigências convencionais. (e não vou comentar mais nada, porque descobrir que exigência é essa e acompanhar se o Primeiro Ministro vai aceitá-la ou não ou se vão conseguir encontrar a princesa a tempo ou não faz parte de toda a graça do episódio). Mas é bizarro acompanhar a reação do público a toda situação.

15millO segundo episódio mostra um mundo completamente diferente do que vivemos: nele, as pessoas são obrigadas a assistirem uma tela o tempo todo enquanto não estão dormindo e, caso queiram pular as propagandas, são obrigadas a pagar por isso (dinheiro que elas ganham pedalando em uma bicicleta ergométrica o dia inteiro).

gno7ymbzdhxplid3iinkNo terceiro, como eu disse ali em cima, todas as pessoas possuem um equipamento que permite que elas gravem as próprias memórias, as assistam de novo e as exibam em telas de tv para outras pessoas. O episódio mostra o absurdo todo que isso gera na vida de um casal (imaginem em uma briga: “não, as palavras que você usou foram exatamente essas: play”) e tem uma cena bastante marcante em que os dois transam mecanicamente assistindo à memória deles mesmo transando em um dia anterior.

Enfim, fica a dica. Pelo que eu vi, a série está quase toda no Youtube. Deixo aqui a promo:

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Uma mistura de guache e gauche.

Rebobinando

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