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Consegui terminar os dois desafios literários que me propus no primeiro semestre e estou tão feliz com a minha inesperada eficiência que resolvi continuá-los! Vamos ver se continua dando certo. Aí embaixo está a lista de livros que bolei de acordo com cada tema. Essa lista pode (e deve) mudar ao longo do ano, mas fica aí só para ter uma referência. Aceito sugestões!

 

Julho: Europa

Os Três Mosqueteiros, Alexandre Dumas

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Agosto: Europa, ainda

Happy Days in Hell, György Faludy

o filho de mil homens, valter hugo mãe

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Setembro: Ásia

1Q84, Haruki Murakami

De Repente nas Profundezas do Bosque, Amós Oz

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Outubro: Teatro

Andromaque, Racine

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Novembro: Crônicas

Meio Intelectual, Meio de Esquerda, Antonio Prata

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Dezembro: Oceania

The Rosie Project, Graeme Simsion

 

Para ver os livros que eu li no primeiro semestre e entender o título desse desafio, é só clicar aqui.

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Ok, ainda falta o livro desse mês, mas, tirando ele: gente, consegui. CONSEGUI! Achei que não conseguiria, porque sou ruim com planejamentos, mas consegui chegar até o segundo semestre do Desafio Literário do Tigre. Palmas para mim!

Obrigada! Aqui está a lista de todos os livros lidos para esse desafio no primeiro semestre. E, para me animar a escrever sobre o livro de junho, aí embaixo vai a segunda parte da lista – minha louca mostra de otimismo:

 

Julho: Esportes e Esportistas

The Art of Fielding (A Arte do Jogo), Chad Harbach (Expectativas)

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Agosto: Risos

O Mestre e Margarida, Mikhail Bulgákov

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Setembro: Música!

O Perseguidor, Julio Cortázar

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Outubro: Amor

Lolita, Vladimir Nabokov (polêmico, mas né)

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Novembro: Brasileiro

Leite Derramado, Chico Buarque e/ou

Cordilheira, Daniel Galera

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Dezembro: Guilty Pleasure

Esse eu ainda vou decidir, porque guilty pleasure que é bom a gente escolhe no impulso!

 

Como sempre, essa lista é meramente ilustrativa, porque eu costumo ir mudando ao longo do ano. Mas continuem me desejando sorte!  :)

               Desde que assisti ao Alta Fidelidade que tenho pensado no quão legal é aquele hábito de montar mixtapes e entregar para alguém de que a gente gosta. Acho que todo mundo que nasceu no final dos anos 1980 / comecinho dos anos 1990 ainda pegou um pouco dessa emoção de comprar uma fita virgem e tentar gravar uma música tocando em algum programa de rádio. Eu sei que eu passei. Uma verdadeira aventura, um trabalho de precisão: deixar a fita a postos, apertar o rec no momento exato, tentar cortar a voz do narrador no final. O frio na barriga de ouvir a música favorita tocar de repente na rádio deve ter sido o criador do modo aleatório dos aparelhos e programas reprodutores de música.

               Então eu resolvi montar essa mixtape de carnaval para quem ficou, como eu, pulando o carnaval do sofá (leia-se: na internet). São só sete músicas e menos de 25 minutos de algumas das que eu mais gosto e que têm a ver com a data, só para entrar no clima. Os áudios são tirados de vídeos do Youtube: ou seja, podem esperar frases deslocadas no começo ou no final das músicas e cortes bruscos, como se fosse mesmo uma mixtape pré-internet. Pensem nisso, sei lá, como um toque vintage e fica tudo certo. Para ouvir, é só clicar na fitinha aí embaixo e depois no play azul no canto direito da tela.

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Mais um projeto literário porque a gente não se cansa nunca de fazer listas, não é mesmo?

Quem criou a lista de temas foi a Gabi, minha única contribuição foi o título do desafio. Explico: Augusto foi um dos vários corretores com quem a gente falou quando estava procurando apartamento para formar uma república perto da USP. Um português (com bigode e tudo), figura, figura. Acabou que nem ficamos com nenhum dos apartamentos que eles nos mostrou (ainda bem, foi por bem pouco que a gente não acabou pagando mais ou menos o que a gente paga hoje em um apartamento minúsculo e meio que caindo aos pedaços), mas, desde então, eu sinto essa necessidade de homenageá-lo. Enfim.

Minha lista é a seguinte:

Janeiro – Brasil

Barba Ensopada de Sangue – Daniel Galera (Impressões)

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Fevereiro – América Latina

A Invenção de Morel – Adolfo Bioy Casares (Impressões)

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Março – África

O Último Voo do Flamingo – Mia Couto (Impressões)

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Abril – América do Norte

Pergunte ao Pó – John Fante (Impressões)

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Maio – Biografia

A Autobiografia de Alice B. Toklas – Gertrude Stein (Impressões)

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Junho – Poesia

A Teus Pés – Ana Cristina Cesar (Impressões)

O restos dos temas vocês podem ver aqui no post da Gabi, porque eu estou evitado trabalhar com longo prazo. E, como sempre, a lista está sujeita a alterações! Todo mundo é bem-vindo para participar com a gente!

Eu sei: eu não sou muito boa com essa coisa de desafio e os arquivos do ano passado do blog estão aí para provar isso. Mas, verdade seja dita: eu sou bastante boa em fazer listas e em criar expectativas, então vamos lá. O Desafio Literário do qual eu comecei a participar ano passado não vai acontecer este ano, infelizmente, então, órfã, estou migrando para este criado pela Tati do Elvis Costello Gritou Meu Nome.

A ideia é ler um livro que se encaixe no tema do mês. Para fazer a minha lista, eu tentei usar, onde deu, livros que eu já tenho. Na Feira do Livro da USP e em promoções diversas que cruzaram meu caminho no ano passado eu comprei muita coisa que eu quero ler, então acho que o desafio pode fornecer uma boa oportunidade. Além disso, este ano eu estou tentando ser mais ponderada, então só fiz metade da lista. Se tudo der certo, no meio do ano eu faço um post parte 2. Em alguns dos temas eu coloquei mais de um livro porque ser uma pessoa decidida é para os fracos.

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Janeiro – Na Estante

O Jogo da Amarelinha, Julio Cortázar (Expectativas / Impressões finais)

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Fevereiro – Julgando pela Capa

A História do Olho, Georges Bataille (Expectativas / Impressões Finais)

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Março – Filme ou livro?

Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll (Expectativas / Impressões Finais)

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Abril – Hype do Momento

1Q84, Haruki Murakami

Paper Towns (Cidades de Papel), John Green (Expectativas / Impressões Finais)

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Maio – Bichos!

O Lobo do Mar, Jack London (Expectativas / Impressões Finais)

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Junho – Autores Queridos

62 modelo para armar, Julio Cortázar (Expectativas / Impressões Finais)

Voilà. Esta lista é só uma referência e pode ir mudando ao longo do ano. É mais para começar o ano com algum norte (nem que seja meramente literário) e para anunciar a minha entrada na brincadeira. Vem, gente!  :)

Aqui está a segunda parte da lista.

Está chegando o natal, pensou. Foi então que, em vez de pegar o ônibus e ir para casa, destino querido das jornadas fracassadas, resolveu andar mais alguns passos e entrar na igreja. Cor-de-rosa. Matriz. Vazia. Não tinha missa, mas estava aberta, sem nenhuma luz que não fosse a do sol tentando atravessar os pesados desenhos nos vitrais. Uma contração no meio do umbigo, viajando em ondas até as pontas dos dedos. Mesmo assim entrou, sentou. No silêncio absoluto era como se todos os seus pecados estivessem sendo gritados. Mas naquele lugar tudo era surdo. Deus, esse vazio adornado de ouro. Tentou rezar, segurando a ponta dos bancos por não saber onde por as mãos. Mas não conseguiu fechar os olhos, ficou com medo. Ficou com medo e saiu correndo não podendo mais suportar a tensão que a fazia crispar as mãos de ansiedade.

Mais tarde, resolveu contar aquele dia: uma vez, querido, entrei em uma igreja vazia. Era bonita? Era, era cor-de-rosa.

Nunca mais tocou no assunto. O nada era incomunicável.

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O que será que um lápis pode te ensinar sobre Descartes e sobre Nietzsche em 2 minutos?

Há quem diga que só se vive uma vez. Em inglês, a expressão (“you only live once” ou yolo) até é uma frase que corresponde ao nosso “vida loka vida breve”, ou seja: tem o sentido de que precisamos aproveitar ao máximo a vida, aproveitar todas as oportunidades que nos aparecem. O Strokes parece concordar:

Nancy Sinatra, no entanto, discorda. Nessa música que, na minha humilde opinião, deve ser a mais linda música tema de filme de 007 (sim, acho mais bonita inclusive que a da Adele!), ela diz que a gente vive duas vezes: uma vez por nós mesmos e outra pelos nossos sonhos. Mas mesmo ela também adverte:

This dream is for you  / so pay the price / Make one dream come true / you only live twice

(Esse sonho é para você, então pague o preço. Faça um sonho se realizar, você só vive duas vezes)

Gosto bastante da música do Strokes, mas gosto ainda mais desta música: não só por sair do lugar comum, mas também por dizer que os sonhos, o amor, nos dão a oportunidade de viver uma vida a mais dentro da nossa própria vida. E sonhar talvez seja o caminho mais próximo da imortalidade de que a gente dispõe. Pode até ser piegas, mas gosto de acreditar nisso.

Isso, claro, caso universos paralelos não existam.

Doctor_Horrible_Banner            Acho que todos nós conhecemos histórias em que um personagem precisa escolher entre viver seu grande amor ou realizar seu grande sonho ou cumprir o que julga ser seu dever. Essa é, aliás, a base de muitas das tragédias e tragi-comédias da literatura: O Cid de Corneille, escrito no século 17, é um exemplo. E tenho certeza de que já existiam histórias assim antes do século 17 e continuaram existindo depois, porque as dificuldades em escolher entre o caminho do coração e tantos outros caminhos que às vezes parecem ir para lados opostos não passam com o tempo e estão intimamente relacionadas com essa loucura que é ser humano. Então, esse tipo de enredo não chega a ser especialmente original, certo? Mas e se o maior desejo do personagem principal for dominar o mundo e entrar para a Liga do Mal? E se esse personagem tiver se apaixonado por uma mocinha, a bondade encarnada em gente? E se o arqui-inimigo desse personagem for um pseudo super-herói que também quer ficar com a mocinha? E ainda: e se todos eles cantarem? Pois é, pode parecer estranho, mas essa é mais ou menos a base do enredo de uma web-série deliciosa chamada: Dr. Horrible’s Sing-Along Blog.

         Essa web-série surgiu em 2008 e acontece em três atos, cada um com uns 15 minutos de duração. Na época, cada ato correspondia a um episódio que ia ao ar com algum tempo de intervalo, mais ou menos como essas séries que a gente está acostumado a assistir. Nela, Neil Patrick Harris (sim, o Barney de How I met Your Mother!) faz o papel de Dr. Horrible, um cara que tem um vlog e cujo maior sonho é ser aceito pela Liga do mal e ser um vilão de verdade. Ele inventa (ou quase) várias armas com objetivos malignos, como uma arma capaz de congelar o tempo. E ele se apaixona por Penny (Felicia Day), uma moça com quem ele sempre encontra na lavanderia e com quem ele não tem coragem de falar. No meio de um plano para roubar o elemento que falta para que ele complete o seu raio congelador, a Penny aparece. Dr. Horrible acaba salvando a vida dela, mas por causa da confusão toda de como a situação aconteceu, ela fica achando que quem a salvou foi o Capitão Hammer (Nathan Fillion) e os dois começam a sair juntos, para agonia do dr. Horrible.

          Não vou contar mais nada para não estragar surpresa nenhuma, mas prometo que serão quarenta e poucos minutinhos muito bem gastos, principalmente se você gostar de musicais ou de comédias ou de tragédias ou de histórias de amor. E eu adoro o jeito como a série acaba. Você pode assistir a série inteira aqui (em inglês) ou aqui (legendado). Mas, se mesmo depois disso tudo eu não consegui te convencer, deixo aqui o vídeo da música de que eu mais gosto da série toda, como última tentativa:

          Olá, estranho.

Vou contar uma coisa para você, aqui, entre nós dois. Eu adoro um desafio. Eu adoro listas. Eu adoro projetos. Compro agendas e enfeito cadernos para ver se finalmente consigo me organizar. E, apesar de não parecer pela frequência com que eu não atualizo este blog, eu adoro escrever. Aliás, estes desafios, listas, projetos e afins em que eu acabo me envolvendo vêm muito também de uma certa vontade de encaixar a escrita no meio dessa rotina cansativa faculdade-trabalho-internet-cama. Arranjar um tempo. (Dormir para quê?)

Em 99% dos casos, sejamos francos: eu acabo por ser engolida pela rotina descrita acima (ou simplesmente pela minha própria preguiça) e abandono tudo, crio desculpas, porque ninguém para me enganar melhor do que eu mesma. Mas, se essa é a mais pura verdade, também não é mentira o que vem a seguir: eu sempre recomeço. Porque eu sou brasileira e não desisto nunca posso até ser atrapalhada, mas às vezes eu gosto de fingir que tento.

E aí que hoje fiquei sabendo hoje deste projeto e pensei: por que não? A ideia é postar todo santo dia de abril, daí a sigla BEDA (Blog Every Day in April). E este é o meu post do dia 1 (ai gente, dá um desconto. Se eu não dormi, ainda é dia 1!). Então, pelos dias que se seguem, aqui estarei eu: travando uma luta de vida ou morte com a rotina, com a preguiça, com os vácuos criativos e de assunto, enfrentando bravamente, com capa e espada, teclas e mouse, o vazio, o abismo desta página em branco. Ou não. Tá, talvez eu precise de menos drama. Mas torçam por mim.

(Será que dá BEDA ou bode?)

Uma mistura de guache e gauche.

Rebobinando

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