Foi no segundo colegial, já quase no final do ano, que eu ouvi a expressão no meio do caminho de uma aula de literatura (apaixonadíssima) sobre Drummond. Entre as seções de nomes lindíssimos que o poeta usou para organizar seus poemas em uma antologia, este, sabe-se lá por quê, foi o que mais me chamou a atenção. A dos poemas mais lúdicos e dos amores sem jeito. Hoje, já no quinto ano da minha graduação em Letras, ainda tenho gravado na minha memória a poesia daquelas aulas, assim como a tal expressão, para mim tão misteriosa e feliz: uma, duas argolinhas.

             Uma, duas argolinhas. Nasce um blog das minhas conversas sozinha, do meu carinho por literatura. Nasce um blog do meu “eu todo retorcido”, do “amor-amaro”, da “família que me dei”, da “poesia contemplada” nas minhas aventuras (imaginárias ou não) pelo mundo. Nasce um blog como se joga um jogo de argolinhas: um pouco na sorte, um pouco às cegas, sem saber exatamente como acertar. Se lúdico ou trágico, ainda não sei. Talvez os dois: mistura de passatempo e batalha, sou aliada e adversária das palavras, estou com e contra o silêncio. Este blog já nasce com o destino traçado: vai ser gauche (e guache) na (minha) vida.

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